Tarô: as Raízes do Primeiro Oráculo

Você sabe qual é o primeiro oráculo da história, tarô descoberto ainda na era medieval?

Tarô de Marselha: não só o original dos oráculos, mas também o primeiro poder das cartas, sendo o original dos tarots.

Você está pronto para descobrir as origens de sua força?

Apesar do empenho de muitos estudiosos para se descobrir a verídica origem do Tarô (que seria o de Marselha), sua origem ainda é pautada em teorias, sendo portanto misteriosa.

Isso porque os registros mais antigos do primeiro (o original, o primeiro a ser encontrado, foi o de Marselha) foi localizado em várias civilizações…

Estamos falando das: egípcias, chinesas, hebraicas e indianas, entre outros povoados pequenos, que teriam recebido o tarô como um legado divino.

Além disso, os registros mais antigos são datados do século XIV apontam que a prática do primeiro oráculose espalhou pela Europa especialmente na era medieval.

Por que o tarô era popular na era medieval?

Seu intuito era servir como entretenimento e diversão para a corte real.

Assim, outros nobres viam as cartas como um instrumento artístico a ser apreciado. Este “jogo” ficou conhecido, especialmente, no norte da Itália.

Tarô e a Primeira Ilustração de cartas

A primeira ilustração registrada na era medieval foi do Tarô de Marselha, e seus desenhos lembravam muito os vitrais das igrejas.

Antes disso, não foi encontrado nada que tivesse seus desenhos semelhantes às cartas…

Nem mesmo pinturas, documentos, literatura ou qualquer coisa que fizesse analogia às imagens das cartas!

Por isso, acredita-se que estes vitrais foram a real inspiração dos desenhos das cartas.

Especialmente porque as primeiras foram encontradas na época Renascentista (século XIV).

Tarô: origem do oráculo é medieval

Segundo o pesquisador Michael Dummett, filósofo e estudioso dos jogos de cartas, este oráculo teria nascido no século XIV.

Contudo, as cartas teriam sido levadas ao sul da França no início do século XV, quando os franceses conquistaram Milão e Piemonte em 1499.

O problema é que o tarô, visto como “jogo de adivinhação” na Itália começou a chamar atenção da igreja.

Para a instituição, este seria ligado a práticas da bruxaria, e por consequência, “demoníacas”.

Tarô – Oráculo associado à bruxaria

Quando foi banido na Itália, as cartas não tinham nome específico, mas já haviam sido transportadas para a França, e lá caiu no gosto da corte.

Após ser banido da Itália…

O primeiro registro francês das cartas foi na cidade de Lyon, onde o oráculo teria ganho seu nome: Tarô de Marselha, consagrado na cidade de Marselha, França.

Este nome foi utilizado pela primeira vez em 1859 nos escritos de Roman Merlin e Gérard Encause na obra “Le Tarot des bohémiens” (tradução: “O Tarô dos Boêmios”)…

Nome o qual também foi popularizado a partir de 1930 por Paul Marteau.

Na Itália, as cartas continuaram sendo utilizadas pelos chamados ciganos, ou bruxas.

Mas isso não impediu sua popularização na França, e posteriormente, Suíça, e então Bélgica e Áustria.

Já os outros baralhos do oráculo, que conhecemos hoje, foram criados a partir do século XIX.

Os registros atuais

Hoje, existem dois museus exclusivos sobre o tarô…

Estes com acervo de mais de 25 mil tipos de cartas e documentos: Museu Fournier (Vitoria-Gasteiz, na Alava, Espanha) e o Museu da Cidade (Marselha, França).

Há documentos e coleção variada dos principais tarôs em alguns dos principais museus do mundo.

Estes são: Louvre (em Paris, França), Britânico (Londres, Inglaterra), Metropolitano (Nova Iorque, EUA), entre outros.

Até mesmo a Biblioteca Nacional da França (Paris, França) e Pierpont Morgan (Nova Iorque, EUA) possuem exemplares originais de tarô!

As primeiras cartas e sua divisão

As primeiras cartas criadas não tinham nome, numeração ou a quantidade que conhecemos hoje…

Como o tarô de Visconti-Sforza, produzido por volta de 1440 em Milão, na Itália (de onde as cartas nasceram, não é mesmo?).

Já entre 1500 e 1650 surgiram outros tarots com nomes, como o tarô de Catlin Geofroy, e outros com apenas numeração, como o tarô de Jacques Vieville.

Alguns dos tarôs, ainda da época renascentista, continham 97 cartas, outros 50 cartas e outros 37 cartas.

Tarô de Marselha

Foi somente por volta de 1690 que as reproduções deste oráculo em toda Europa passaram a ter 78 cartas, similares ao Tarô de Marselha, que foi o padrão consagrado.

Contudo, os registros de cartas e documentos que mostravam como suas reproduções foram compiladas em um único consagrado.

Assim, estudos e análises chegaram à conclusão de que o Tarô de Marselha seria uma das interpretações mais assertivas, além de ser o primeiro modelo impresso criado.

Contudo muitos registros foram destruídos, portanto não se sabe como se chegou a esta consagrada versão original.

Contudo, sabe-se que os primeiros tarots surgiram por volta de 1369 e suas cartas ficaram restritas à Europa até 1870.

Tarô e seus Nomes

Segundo Nei Naiff, o Tarô chegou aos Estados Unidos entre 1870 e 1920, e na América do Sul entre 1930 e 1980.

Nessa época, as cartas não se chamam “tarot” ou as cartas eram “arcanos”, mas sim “ludus cartarum”.

Já por volta de 1400 até 1450 seria “naibis” e entre 1450 a 1590 seria chamado de “tarocco” ou “tarochino”.

Foi apenas em 1592, com a fundação de uma associação de artesãos franceses, que a palavra “tarot” surgiu.

Mas o termo era novo, e a região do Norte da Itália, de onde nasceu, ainda utilizada muito o nome “tarocco”: “tarot” foi o nome que ficou mais conhecido na França e demais países.

Alguns que utilizavam as cartas até defendiam que este nome significa “caminho da vida”…

Mas analisando a gramática, poderia se tratar apenas de um termo coloquial…

Tanto que cada país escrevia a palavra de acordo com sua ortografia própria!

Por isso na Itália seria “tarocco”, enquanto no leste europeu seria “tapo” ou “taroc”.

Já em países germânicos, “tarok” ou “tarot”, “tarot” em inglês e “tarô” em português.

Tarô: cada país deu origem a um nome… Ou lâminas

Já a palavra “arcano” só passou a ser utilizada entre 1850 e 1900.

Antes disso, até 1450, era chamada de “naibis” e entre 1450 e 1850 de “trunfo”.

Tarô e seus Usos Internacionais

A Europa utilizava este oráculo para como um jogo, assim como Estados Unidos.

Foi na América do Sul e Central que o tarô ficou conhecido como algo sagrado, intocável.

Isso porque se acreditava que não podia mais usar o oráculo como um jogo, criando crenças e culturas ao redor das cartas.

Ainda sim, esotéricos não aceitaram bem as cartas quando surgiram, porque suas técnicas de adivinhação lúdica eram confusas a eles.

No século XVIII, praticamente não tinham obras dessa ciência oculta que ensinasse como funcionava, diferente de outras áreas místicas naquela época.

Curiosidade final

Teorias apontam que essa “recusa” seria porque o tarô era praticado, tipicamente, por mulheres

Então o despertar do interesse do homens em trabalhar com as cartas era limitado…

Tanto que oprimeiro a jogá-lo foi o francês Etteilla por volta de 1780!

A primeira mulher a redigir sobre este oráculo olocou a ideia em prática somente no século XIX.

E então? O que achou?

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